Somente 8% do território, ao sul do Trópico de Capricórnio (área extratropical), ocorre o clima subtropical, que apresenta significativa amplitude térmica anual e estações do ano mais bem delineadas.

https://geografalando.blogspot.com
CLIMA EQUATORIAL ÚMIDO (convergência dos alísios)
Abrange a maior parte da Amazônia. Trata-se de um clima controlado ou dominado, praticamente em toda a sua extensão e durante o ano inteiro, pela Massa Equatorial Continental (mEc). Temos também a atuação da Massa Equatorial Atlântica (mEa) de forma mais restrita a porção litorânea da Amazônia e, algumas vezes, no inverno a mPa atinge o sul e o sudoeste dessa região, ocasionando queda acentuada de temperatura, denominada friagem. Apesar das massas de ar continentais serem em geral secas, a mEc é úmida por localizar-se sobre o Bioma Amazônia, que, além de fornecer umidade através da evapotranspiração dos vegetais, tem em seu território a mais rica bacia hidrográfica do planeta, com muitos rios volumosos. Refere-se, portanto, a um clima quente e úmido, com médias térmicas mensais que variam de 25 a 28 °C e pequena amplitude térmica anual (diferença entre as médias de temperaturas mais quentes e mais frias), em torno de 3°C. O elevado índice pluviométrico (superior aos 2500 mm anuais) com estação seca, geralmente, curta (poucos meses ao ano, ou nenhum mês em alguns lugares) deriva da convergência dos ventos alísios de SE e NE (Zona de Convergência Intertropical – ZCIT). As precipitações que ocorrem são, em sua maioria, chuvas de convecção, resultantes do movimento ascendente do ar quente carregado de umidade, que provoca a condensação do vapor de água da atmosfera ao encontrar temperaturas baixas nas altitudes mais elevadas.

http://geoconceicao.blogspot.com/2012/05/classificacao-climatica-de-arthur.html
LITORÂNEO ÚMIDO (influenciado pela mTa)
Ocorre no litoral oriental do Brasil, desde o Rio Grande do Norte até a parte setentrional do estado de São Paulo (regiões Nordeste e Sudeste). A massa de ar que exerce maior influência é a mTa. No inverno, é comum ocorrer o avanço da mPa na forma de frente fria, que desloca a mTa e passa a predominar durante dias ou semanas nessa área, principalmente no Sul do país. Contabilizam-se duas principais estações: o verão, geralmente mais chuvoso (exceto o litoral oriental nordestino, onde chove mais no inverno, por causa do encontro do ramo oriental da mPa com a mTa, o que provoca chuvas frontais na região); e o inverno, período menos chuvoso. As médias térmicas e os índices pluviométricos são elevados; é um clima quente e úmido, embora apresente maior diferença entre as duas estações (ao contrário do clima equatorial da Amazônica, onde quase não há essa diferença entre as duas estações do ano). O clima tropical caracteriza-se pela grande circulação de ar, tanto pela penetração da frente fria (sentido Norte – Sul), quanto, principalmente, pela penetração do ar oceânico (sentido Leste – Oeste), o que ocasiona as chuvas orográficas ou de relevo ao encontrar as escarpas das serras voltadas para o oceano Atlântico (Serras do Mar, Mantiqueira, Caparaó etc). Em Itapanhaú (município de Bertioga – SP), próximo à Serra do Mar, registrou-se o maior índice pluviométrico do Brasil, com 4514 mm anuais (marcado por intensas chuvas orográficas). As médias pluviométricas desse clima situam-se entre 1500 e 2000 mm anuais. Logo, é um clima menos úmido que o Equatorial.

http://geoconceicao.blogspot.com/2012/05/classificacao-climatica-de-arthur.html
CLIMA TROPICAL ALTERNADAMENTE ÚMIDO E SECO
Abrange a maior parte do Brasil Central, algumas áreas da Amazônia, Nordeste e Sudeste (uma vasta área do Brasil). É um clima tropical típico, ou seja, quente e semiúmido, com duas estações bem definidas, verão chuvoso e inverno seco. No verão, ele é dominado pela Massa Equatorial Continetal (mEc) e pela Massa Tropical Atlântica (mTa), que deslocam umidade para as regiões sub úmidas, gerando chuvas de efeito convectivo. Durante o inverno, há o recuo da mEc, que se limita à Amazônia, e ocorre a penetração da mTa, com menor padrão de umidade durante essa estação do ano. Às vezes, há também penetração da frente polar, que provoca redução da temperatura e um período de poucas chuvas. As temperaturas médias mensais situam-se entre 20° e 28 °C, e a pluviosidade em torno dos 1500 mm anuais.
Cuiabá – MT

http://geoconceicao.blogspot.com/2012/05/classificacao-climatica-de-arthur.html
CLIMA SEMIÁRIDO (ação irregular das massas de ar)
Abrange o Sertão nordestino, prolongando-se até norte de Minas Gerais. É um tipo de clima tropical, portanto quente (médias térmicas anuais elevadas, em torno de 28 °C), mas próximo ao árido (seco), com médias anuais de pluviosidade, em geral, inferiores a 1000 mm, com destaque para o município de Cabaceiras no interior da Paraíba, onde o índice pluviométrico é de 278 mm anuais (a menor média do Brasil). Além disso, as chuvas são irregulares e mal distribuídas durante o ano, concentram-se num período curto, geralmente três meses ao ano, podendo ser ainda menor ou simplesmente não ocorrer durante um ano ou mais, o que ocasiona as conhecidas secas regionais. Esse índice pluviométrico baixo e irregular pode ser explicado pela situação da região em relação à circulação das massas de ar e pelo seu relevo. Quanto à localização, o Sertão do Nordeste é uma espécie de local de encontro de quatro sistemas atmosféricos provenientes das massas de ar mEc, mTa, mEa e mPa (perdem umidade ao longo do percurso, chegam relativamente secas). As poucas chuvas que aí ocorrem se devem à influência da mEc no verão, que ao aproximar-se dessa área, vai se tornando menos úmida que em seu centro de origem (Amazônia ocidental). As secas mais intensas estão associadas ao “El Nino”, quando um forte centro de alta pressão atmosférica se forma sobre o sertão, impedindo a penetração das massas úmidas procedentes do Atlântico. Alguns geógrafos também citam a barreira orográfica do planalto da Borborema, que impede a chega da umidade deslocada pelas correntes de leste, impedindo que alcance o sertão nordestino com intensidade, o que contribui para a irregularidade das chuvas na região.

http://geoconceicao.blogspot.com/2012/05/classificacao-climatica-de-arthur.html
CLIMA SUBTROPICAL ÚMIDO
Abrange a maior parte da Região Sul, sul de São Paulo e sul do Mato Grosso do Sul (porção do território localizada ao sul do trópico de Capricórnio). A região sofre forte influência das Massas de ar Polar Atlântica (mPa) e Tropical Atlântica (mTa), que combinadas dão origem aos sistemas frontais, responsáveis pela regularidade de chuvas. O índice médio anual de pluviosidade é elevado (superior a 1500 mm) e as chuvas são bem distribuídas ao longo do ano, inexistindo estação seca. As médias térmicas dos meses de inverno são geralmente superiores a 10 °C e no verão, acima dos 18 °C. A amplitude térmica anual é elevada, a maior dos climas brasileiros (situa-se acima dos 8 °C). Existe uma sensível diferença entre verão (quente) e inverno (frio, às vezes com geadas e até neve nas regiões serranas do SC e RS). Começa a haver já um esboço de primavera e outono, estações que não são evidentes, na prática, não existem na maior parte do território brasileiro, o que se caracteriza uma transição para o clima temperado (existente na América do Sul, na Argentina e no Uruguai).

http://www.clebinho.pro.br/wp/?p=7449
CLIMA TROPICAL DE ALTITUDE
É encontrado nas áreas serranas e trechos elevados dos planaltos do Sudeste e Centro-Oeste. Apresenta temperaturas mais amenas, fruto do efeito altitude. As chuvas ocorrem com maior intensidade no verão, sendo o inverno uma estação mais seca. Os índices pluviométricos situam-se em torno de 1500 mm anuais. Em algumas áreas ocorre o fenômeno da geada no inverno, fruto da passagem de uma forte massa polar. O verão é relativamente ameno e o inverno é relativamente frio. Nas encostas das serras voltadas para o Oceano Atlântico ocorrem chuvas orográficas. Na primavera e no verão podem ocorrer precipitações de granizo (pedras de gelo), que provocam grandes prejuízos à agricultura e materiais.

http://geoconceicao.blogspot.com/2012/05/classificacao-climatica-de-arthur.html