Os clientes davam como garantia seus imóveis, mas o mercado imobiliário entrou em crise em meados do ano passado. Os preços dos imóveis caíram, reduzindo as garantias dos empréstimos. Com medo, os bancos difciultaram novos empréstimos. Isso fez cair o número de compradores de imóveis, agravando ainda mais a crise no setor, que começou a ser observada em julho de 2007.
O problema pode afetar o nível de emprego e o consumo, causando uma recessão geral na economia dos Estados Unidos. Bancos transformaram esses empréstimos hipotecários em papéis e venderam a outras instituições financeiras, que também acabaram sofrendo perdas. Alguns dos maiores bancos dos Estados Unidos anunciaram prejuízos bilionários, como o Citigroup e o Merril Lynch, que perderam quase US$ 10,0 bi cada um no quarto trimestre.
Como os Estados Unidos estão entre os maiores consumidores do mercado global, todo o mundo é afetado. Países que exportam para lá, como o Brasil, passaram a vender menos. No início de setembro de 2008, o Tesouro americano anunciou intervenção nas gigantes do setor hipotecário Fannie Mae e Freddie Mac. Pelo plano, as duas companhias ficarão sob o controle do governo por tempo indeterminado, com a substituição dos executivos-chefes de ambas as companhias e com um investimento de US$ 200,0 bilhões nas duas financiadoras de empréstimos imobiliários para mantê-las solventes.
Alguns dias depois, o quarto maior banco de investimentos dos Estados Unidos, o Lehman Brothers, anunciou que pretende pedir concordata na Corte de Falências do Distrito Sul de Nova York. O quarto maior banco de investimentos dos Estados Unidos informou que seu conselho de administração autorizou o pedido de concordata a fim de proteger seus ativos e maximizar seu valor.
O Bank of América, por sua vez, fechou um acordo de compra do banco de investimentos Merrill Lynch, que estava sob o risco de quebrar, por US$ 50,0 bilhões, em uma transação que cria a maior companhia de serviços financeiros do mundo.
