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Mundo na Guerra Fria: Rebelição do Império Vermelho (1956)

Em 1953, um incerto horizonte político surgiu no bloco soviético: Stálin, o grande irmão, morre, deixando um vácuo de poder que seria disputado dentro do Politburo, o Parlamento comunista.

Beria, o “lugar-tenente” de Stálin, é executado pelos seus opositores imediatamente, pois temiam a utilização da polícia secreta para a tomada do Estado. A disputa estaria reservada para dois membros do alto escalão governamental: Nikita Kruschev, antigo estalinista da Ucrânia, e Malenkov, denegrido como líder do grupo “antipartido”.

Kruschev, após afastar seu possível rival, tenta implantar uma série de reformas a partir do relatório do XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética, convocado para fevereiro de 1956. No discurso, o novo Secretário-Geral promove a chamada “desestalinização”, isto é, a denúncia do culto à personalidade de Stálin e os expurgos da década de 1930.

“Temíamos que o degelo provocasse uma inundação”, declarou Kruschev. E a metáfora quase se realizou. Em março do mesmo ano, o ditador húngaro Matyas Rakosi reabilitou Laszlo Rajk, executado em 1949 pela suspeita de “titoísmo”. Rakosi, contudo, escusou qualquer responsabilidade, colocando a culpa na AHV, as forças de segurança do Estado. As pressões contra o governo levam à sua renúncia, cedendo espaço para Erno Gero e outros políticos considerados “centristas”.

Manifestantes tomam em Budapeste um tanque usado pelas tropas soviéticas que esmagaram o Levante.
(Fonte: http://www.ricardoorlandini.net/uploads/image/image/Hoje%20na%20Historia/2006-078429-_19561023%5B1%5D.jpg)

O reconhecimento da inocência de Rajk permitiu a realização de seu sepultamento oficial. Para surpresa do regime, mais de 200 mil pessoas compareceram ao cemitério de Kerepesi, como forma de prestar solidariedade ao antigo líder nacional e mostrar repúdio aos comunistas subordinados ao imperialismo soviético. A manifestação levou Imre Nagy, popular liderança nacionalista, a ser readmitido no Partido. Posteriormente, nova reunião de mais de 250 mil pessoas na Praça do Parlamento, exigia a posse de Nagy como novo chefe do regime socialista. Não era uma expressão de anticomunismo (as fotos de Lênin confirmavam), mas um espírito de união nacionalista que se voltava contra a presença de Moscou em questões internas (a estátua de Stálin, destruída, comprovava).

Enquanto Nagy era nomeado e declarava a intenção de retirar o país do Pacto de Varsóvia, os soviéticos, atônitos, arquitetavam uma ação militar contra o “Estado irmão” para evitar a inundação profetizada de Kruschev, A Insurreição ou Revolução Húngara foi extremamente violenta: milhares de pessoas morreram quando os tanques do Pacto de Varsóvia invadiram Budapeste. Ironicamente, a outra ação do Pacto também seria contra um Estado signatário: em 1968, ocorreria a famosa Primavera de Praga, quando o reformista Alexander Dubcek, do Partido Comunista da Tchecoslováquia, seria derrubado pela União Soviética de Leonid Brejnev.

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