A guerra começou quando o Norte, apoiado pela União Soviética e pela China comunista, atacou a Coreia do Sul, de tendência capitalista, com o objetivo claro de unificar a península sob o regime comunista. Os Estados Unidos levaram o caso para o Conselho de Segurança da ONU que, juntamente com a Assembleia Geral, é o mais importante organismo da instituição. Os membros permanentes do Conselho de Segurança gozam do direito de vetar propostas militares. A proposta norte-americana consistia em enviar tropas da ONU para defender a Coreia do Sul da agressão comunista. O projeto foi aprovado por norte-americanos, ingleses, franceses e chineses de Taiwan, que ocupariam o assento permanente do Conselho de Segurança até o início da década de 1970. Os soviéticos, protestando pelo fato de a China comunista não ter sido reconhecida como país-membro do conselho, boicotou a votação, tendo seu voto registrado como “abstenção”. Como abstenção não configura veto, a proposta americana foi aprovada.

A Guerra da Coreia, que perdurou de 1950 a 1953, caracterizou-se por ser limitada, empregando armas convencionais, e equilibrada, pois não houve vencedores. A guerra confirmou a tendência das superpotências de encontrar um ponto de equilíbrio de tal forma que não ultrapassassem um determinado limite, evitando que um choque localizado pudesse colocar em risco a existência dos grandes competidores. No final, a guerra terminou exatamente no mesmo ponto em que começou: o paralelo 38º. O conflito coreano provou aos europeus que os americanos não estavam dispostos a abandonar seus aliados contra a ameaça de expansão soviética.