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Distribuição e características gerais da população mundial na atualidade

De acordo com projeções demográficas da ONU apresentadas em dezembro de 2017, a população mundial atualmente é de 7,44 bilhões de habitantes, número que chegará a 8,6 bilhões até 2030, o que representa um aumento de 1 bilhão de pessoas em 13 anos. Esse número impressiona, pois somente em 1804 o mundo chegou ao seu primeiro bilhão de habitantes. Daí em diante, foram necessários apenas mais 123 anos (em meio a um processo de industrialização e urbanização) para atingir o segundo bilhão.

E em poucas décadas, influenciada por diversas mudanças na sociedade mundial, a população rapidamente chegou aos mais de sete bilhões que existem hoje.

As Nações Unidas esperam que a população mundial aumente para aproximadamente 9,8 bilhões de pessoas em 2050 e que, para 2100, o mundo tenha quase 11,2 bilhões de habitantes. Portanto, é evidente que a população mundial continua aumentando, o que estimula preocupações relacionadas à disponibilidade de comida e recursos naturais. Contudo, ao contrário do que pode parecer, não há um crescimento populacional desenfreado em todos os lugares do mundo. Afinal, a população tem características bastante distintas de acordo com a localidade analisada. 

A distribuição demográfica, o ritmo de crescimento e os níveis de renda são muito desiguais entre os países, tendo em vista a ocorrência de diferentes fatores que se apresentam como favoráveis e/ou desfavoráveis à ocupação humana – e que podem ser de origem natural ou antrópica (transformações através da ação dos seres humanos). De maneira geral, as áreas pouco ocupadas (ou seja, com baixa densidade demográfica) têm condições naturais adversas – tais como um clima muito seco ou frio, solos pantanosos ou um relevo muito montanhoso. São chamadas de áreas anecúmenas. Temos como exemplo o território canadense (muito frio) e australiano (muito seco), cujas condições naturais são bastante difíceis de enfrentar. Por isso, esses são locais onde existem vazios demográficos, ou seja, áreas pouco habitadas.

A Ásia é o continente mais populoso do mundo. Além disso, existem áreas muito povoadas no sul e sudeste asiático, pois os solos planos e férteis e a existência de importantes bacias hidrográficas criaram condições favoráveis para a fixação dos seres humanos, permitindo a formação de grandes civilizações. Ou seja, nas áreas ecúmenas costuma haver uma quantidade muito maior de habitantes. 

Apesar de o Brasil ser o quinto país mais populoso do mundo, sua densidade demográfica é baixa, com 23,8 hab/km² (2017). Em parte, isso é justificado pelo grande tamanho do nosso território e pela existência de áreas anecúmenas em solo brasileiro, como a Floresta Amazônica, o sertão nordestino e o pantanal, cujas características naturais dificultam a ocupação humana.

PAÍSES MAIS POPULOSOS DO MUNDO EM 2016 E PROJEÇÃO PARA 2050 (EM MILHÕES DE HABITANTES)

Os 7 países mais populosos do mundo: 2016 e 2050

PRB: http://www.prb.org/Publications/Datasheets/2016/2016-world-population-data-sheet.aspx

Segundo os dados da ONU, mais da metade do crescimento populacional entre 2018 e 2050 se concentrará em nove países: Índia, Nigéria, República Democrática do Congo, Paquistão, Etiópia, Tanzânia, Estados Unidos, Uganda e Indonésia. Entre os dez países mais populosos do mundo, a Nigéria é onde a população cresce a um ritmo mais forte. Atualmente o sétimo país mais populoso, as projeções dizem que a Nigéria superará os EUA como o terceiro país mais populoso antes de 2050. Ou seja: a Ásia é o continente mais populoso do planeta, mas é na África que ocorre o maior crescimento vegetativo atualmente. 

O relatório da ONU revela que, no Brasil, o crescimento demográfico será cada vez mais lento devido às taxas de fecundidade, que baixaram em quase todas as regiões do mundo. O Brasil está entre os 10 países que registraram menor fertilidade em relação ao nível de reposição entre 2010 e 2015. Porém, é importante ter cuidado: isso não significa que a população brasileira já está diminuindo; apenas que está crescendo cada vez mais devagar. Enquanto isso, a Índia (que atualmente tem 1,3 bilhão de habitantes ou 18% da população mundial) passará em, aproximadamente, sete anos a China (que agora tem cerca de 1,4 bilhão de habitantes) e se tornará o país mais populoso do planeta.

Assim, é fundamental entender que a população do mundo seguirá aumentando, mas que isso acontecerá em um ritmo mais lento do que nos últimos anos devido à redução da taxa de fertilidade em praticamente todas as regiões – inclusive em lugares onde o número médio de filhos por mulher segue sendo muito alto, como na África. De fato, nos últimos anos a Europa foi o único continente onde o número de filhos por mulher aumentou, passando de 1,4 no período 2000-2005, para 1,6 no período 2010-2015 – e em boa parte por conta de políticas de incentivo à natalidade. Apesar isso, a Europa será a única região onde o número de habitantes se reduzirá entre 2017 e 2030, passando de 742 milhões para cerca de 739 milhões, uma vez que a população de idosos já é bastante elevada e, mesmo com o ligeiro aumento da fecundidade nos últimos anos, o índice ainda é muito menor do que o necessário para que a população não diminua. Em comparação, a população da África aumentará nesse período, passando de 1,256 bilhão para cerca de 1,7 bilhão e a da Ásia de 4,5 bilhão para 4,94 bilhão.

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